SELOS • STAMPS

1985 – Emissão «Transportes Típicos da Madeira» PESQUITOS


Colecção Can the Can

1985 – Emissão «Transportes Típicos da Madeira» PESQUITOS

 

Desenhos de António Magalhães apresentando o carro de bois, o comboio do monte, pesquitos, e navegação de cabotagem.

Impressão a off-set pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda sobre papel esmalte, em folhas de 50 selos com denteado 12 x 11-3/4. Foram emitidos 1 milhão de selos de 20$00 castanho azul lilás amarelo verde-oliva e preto, 600 mil selos de 40$00 castanho verde azul amarelo cinzento e preto, 600 mil selos de 46$00 castanho azul verde amarelo cinzento e preto, e 600 mil selos de 60$00 cinzento verde azul amarelo estanho e preto. Foram emitidas 80 mil carteiras contendo a série numa tira horizontal. Sobre os selos desta emissão foi impressa uma tarja fosforescente. Postos em circulação a 11 de Setembro de 1985.

 

TRANSPORTES TIPICOS DA MADEIRA – Ver descrição na emissão de 1984 dedicada a «Transportes Típicos da Madeira».

Nesta segunda série de quatro selos são agora apresentados o CARRO DE BOIS que tendo por princípio o trenó é formado por uma caixa de madeira e vime com armação superior de ferro de onde pendem cortinas, era puxado por uma junta de pequenos bois guiados pelo «candeeiro» que o passeava pela baixa do Funchal.

O COMBOIO DO MONTE construído no século passado e resistiu até à II Guerra Mundial, altura em que foi desmantelada a linha férrea, funcionava a vapor e fazia o percurso entre o Funchal (Rua do Pombal) e o Monte, para uso dos habitantes e dos turistas que muito o apreciavam.

OS PESQUITOS eram homens que transportavam às costas, à cabeça ou ao ombro, o peixe fresco, acabado de descarregar e, sempre a pé, o vendiam pelos povoados; vendedores ambulantes muito característicos pelo seu pregão.

A NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM que ligava a cidade do Funchal com outras áreas do litoral, era feita por barcas de vela e remo conhecidas por «carreireiros» e mais tarde por pequenas lanchas a motor e/ou pequenos vapores, alguns dos quais deixaram a recordação do seu nome como o Victoria, o Butio e o Gavião.

 

texto de Carlos Kullberg