Exposição Internacional do Rio de Janeiro 1922

TERRA ENCANTADA – ARACI ALVES SANTOS


TERRA ENCANTADA – A CIÊNCIA NA EXPOSIÇÃO DO CENTENARIO DA INDEPENDENCIA DO BRASIL

ARACI ALVES SANTOS

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3.6. As Mostras e Homenagens Internacionais

Nas mostras internacionais era possível viajar pelo mundo através da Avenida das Nações. Nas visitas era possível ver livros, máquinas, mostruários referentes ao desenvolvimento da Educação ou de programas de saúde. E, principalmente, encontrar artigos de luxo, alimentos, bebidas, utensílios domésticos e tudo o que o mundo capitalista permitia.

O governo brasileiro incentivou a participação estrangeira cedendo aos governos estrangeiros provisoriamente uma área para a construção por conta própria dos pavilhões destinados à exibição dos produtos. Os custos com a as despesas de transportes, remessas, armazenamento e as instalações de um modo geral ficariam a cargo dos expositores.

Dentre as Nações participantes tivemos: Tchecoslováquia, Uruguai, Alemanha, Peru, Equador, Argentina, México, Inglaterra, Estados Unidos, França, Itália, Suécia, Japão e Portugal, Chile, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Holanda e Luxemburgo.

O Presidente da República recebeu os representantes diplomáticos das diversas nações em um banquete especial realizado no Palácio do Catete dois dias após a abertura oficial da Exposição, em nove de setembro de 1922.

Das muitas homenagens que o Brasil recebeu destacaram-se as visitas de Chefes de Estado tais como o presidente de Portugal na época o senhor Antonio José de Almeida e as inúmeras publicações históricas.

O presidente português chegou ao Rio de Janeiro no dia 18 de setembro com uma comitiva que incluía além de secretários e jornalistas, o Reitor da Universidade de Coimbra: o Dr. Luiz Gomes, o Diretor da Biblioteca Nacional de Portugal, o Dr. Jaime Zuzarte Cortezão, e o Diretor do Colégio Militar, o General Bernardo de Faria.

Além dessa homenagem cabe ressaltar outra, a colônia portuguesa presenteou a Nação Brasileira com uma edição monumental de três volumes sobre a História do Brasil, chamada “História da Colonização Portuguesa do Brasil”, obra sob a direção e coordenação literária de Carlos Malheiro Dias, direção cartográfica do conselheiro Ernesto de Vasconcelos e a direção artística de Roque Gameiro. Contou também com a colaboração de Jaime Cortesão.43 E desta forma a nação portuguesa homenageou duplamente o Brasil, fazendo-o lembrar de suas origens além-mar.

A estada do presidente português aqui também favoreceu o dialogo entre Brasil e Portugal gerando a assinatura de acordos entre as duas nações: Convenção sobre propriedade literária e artística; Convênio sobre emigração e trabalho; Tratado regulando a isenção do serviço militar e a dupla nacionalidade.

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Portugal foi o país com o maior número de expositores (786) e a maior área de exposição. Recebeu 192 prêmios, expôs produtos como café, chá, cacau, vinagre, doces, açúcar em rama, sal, chicória, açúcar mascavo, noz moscada, pimenta, açafrão, vinagre branco, vinhos do Porto, vinhos diversos, louças, artigos de alumínio, tapetes, rendas, toalhas bordadas, algodões medicinais, especialidades farmacêuticas, perfumaria, artigos higiênicos, livros sobre higiene escolar e mapas das colônias portuguesas.

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