O HOMEM E O MAR Os Açorianos e as Pescas

Os Açorianos e as Pescas, 500 anos de memórias – A. C. Mendonça


Colecção Can the Can

A. C. MENDONÇA

Fundou uma fábrica de conservas em Vila do Porto na década de 1930. Era um industrial de origem algarvia e laborava com peixe pescado por madeirenses que vinham fazer a safra anual e depois regressavam a sua terra de origem. Os oriundos da ilha da Madeira, regionalmente designados pelos “madeiras” eram recrutados mediante um contrato de trabalho assinado na Capitania do Porto do Funchal, com cópia para o armador e interessados. Ao Iongo de vários anos, no inicio da safra embarcavam para os Açores, onde eram estimados pelas suas qualidades humanas e técnicas, granjearam amizades e onde alguns deixaram descendentes que se fixaram nos Açores. Registam-se alguns dos names e respectivas a alcunhas: Mestre José Vieira “Banca Rota”, Mestre Manuel, “Tintureira” e Mestre José Fernandes “Minão”, que foi Mestre da traineira “Mimela”.

 

A. C. Mendonça

This industrialist from the Algarve set up a processing plant in Vila do Porto in the 1930s. The filsh was caught by Madeirans who came for the tuna harvest and then returned home to Madeira.” Those who came from Madeira, known in the region as “madeiras” were recruited through a work contract signed at the Funchal Port Authority, with duplicates for the shipowner and interested parties. For several years, at the start of the harvest, they used to sail to the Azores, where they were held in high regard for their human and technical qualities, garnering friendships and sometimes fathering children who setlled in the Azores. Some of their names and respective nicknames were: Mestre José Vieira “Banca Rota”, Mestre Manuel, “Tintureira” e Mestre José Fernandes “Minão”, que foi Mestre da traineira “Mimela”.

 

in, Os Açorianos e as Pescas, 500 anos de memórias – João A. Gomes Vieira