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Albertino Vitorino Laranjo • Nazaré


ALBERTINO VITORINO LARANJO

Factory name unknown

Unknown opening date

Unknown closing date

Fábrica na Estiva da Nazaré • Rua da Estiva • NAZARÉ

PACKERS OF CANNED FISH IN SALT

Source: Listagem empresa de conservação pelo sal, em revista de Conservas de Peixe de abril de 1948

Source: César Laranjo, primo de Albertino Vitorino Laranjo

Segundo César Laranjo, Albertino Vitorino Laranjo tinha a fábrica na Estiva da Nazaré. O peixe era conservado em sal, tinham diversas barricas e dois tanques grandes, que ainda chegou a ver no local, antes da demolição.
Albertino Vitorino Laranjo era irmão de António Vitorino Laranjo.

No blog BLOGUE DO MUSEU DR. JOAQUIM MANSO, encontra-se uma referência à Primeira Comissão Republicana da Nazaré, em 1907, na qual

“Ainda durante a Monarquia, várias figuras da Nazaré aderiram ao crescente movimento republicano, desenvolvendo numerosas acções no sentido da divulgação dos novos ideais e da possível implantação da República.

Fizeram-se os primeiros comícios e conferências, trazendo à localidade alguns nomes que ainda perduram na memória colectiva, como Ramada Curto, conhecido advogado, Pires de Campos, Afonso Ferreira, Lopes Pelago e o general Estrela de Leiria.
Dos locais distinguiram-se, entre outros, António Gomes Ascenso, presidente da Comissão Republicana da Nazaré, José Pedro, Álvaro Laborinho, Joaquim Brilhante, Albertino Victorino Laranjo e Teixeira Freire.

A Comissão Administrativa em 1912 era composta por João Duarte Vieira, farmacêutico; Manuel Ferreira Canadas, comerciante; Joaquim Baptista Laranjo; comerciante; Fortunato da Silva Pimpão; comerciante; Armando Laborinho, comerciante e João de Sousa Júnior, também comerciante.”

Joaquim Baptista Laranjo era irmão de Albertino Vitorino Laranjo.

Também em MatrizNet, Museu Dr. Joaquim Manso, encontra-se uma fotografia acompanhada de texto que refere Albertino Vitorino Laranjo.

“Esta fotografia regista uma deslocação de Tomás da Fonseca à Nazaré, nos tempos antecedentes à implantação da República. Tomás da Fonseca (1877-1968) era um activo propagandista republicano, também muito ligado à educação e ao ensino. Escritor, jornalista e professor, desde cedo defendeu as ideias republicanas, sendo chefe de gabinete de Teófilo de Braga (1910-11). Ainda durante a Monarquia, várias figuras da Nazaré aderiram ao crescente movimento republicano, desenvolvendo numerosas acções no sentido da divulgação dos novos ideais e da possível implantação da República. Dos membros locais distinguiram-se, entre outros, António Gomes Ascenso, presidente da Comissão Republicana da Nazaré, José Pedro, Álvaro Laborinho, Joaquim Brilhante, Albertino Victorino Laranjo e Teixeira Freire. A primeira bandeira republicana na Nazaré regista-se em Dezembro de 1910, por iniciativa e oferta de Alfredo Santos, sócio da fábrica de conservas “Alfredo Santos & Bravo”. A cerimónia teve lugar na própria fábrica, onde foi içada a nova bandeira portuguesa, verde e rubra. Álvaro Laborinho, fotógrafo amador da Nazaré, foi também um republicano convicto, indo propositadamente a Lisboa para oferecer os seus préstimos a António José de Almeida. Foi um dos intervenientes na fundação do Centro Republicano Português na Nazaré, sendo bastante participativo em várias actividades políticas e na organização de comícios republicanos. Com o seu olhar fotográfico, registou assiduamente algumas das figuras e momentos emblemáticos vividos na Nazaré durante a época de implantação da República.”

Agradecemos as informações prestadas por César Laranjo, primo de Albertino Vitorino Laranjo


Fontes: